Marcha Atlética

A marcha atlética surgiu inspirada nas competições de caminhada que aconteciam na Inglaterra nos séculos XVII a XIX, eram provas que duravam de 24 horas a 6 dias.
Nos Jogos Olímpicos de 1908 a modalidade se tornou oficial, com distâncias de 1500 e 3000 metros, os vencedores foram o húngaro Gyorgy Sxtantics e o americano George Bonhag, respectivamente. Após essa competição muita discussão acercou a modalidade, ocasionando o cancelamento da prova nas Olimpíadas, voltando a ser um esporte olímpico em Amsterdã em 1928. Nas Olimpíadas de 1956 foram adotadas as distâncias que perduram até hoje, 20 km e 50 km.

A modalidade foi trazida ao Brasil em 1936, por José Carlos Daudt e Túlio de Rose, que assistiram à marcha nos Jogos Olímpicos de Berlim. Já em 1937 aconteceu, em Porto Alegre, a primeira disputa, da qual o vencedor foi Carmindo Klein.

A marcha é uma atividade em que a resistência, técnica, atenção, concentração, ritmo, coordenação e treino extensivo são fundamentais. Os atletas executam uma progressão de passos de maneira que um dos pés mantenha contato com o solo. A perna que avança tem que estar reta, desde o momento do primeiro contato com o solo até que se encontre em posição vertical. Para que esse movimento seja possível, há necessidade de rodar o quadril, o que causa um “requebrar” como consequência. A velocidade chega a ser 2,5 vezes maior do que uma caminhada comum.

As competições são disputadas normalmente em circuito de rua, de no mínimo 1 km e máximo de 2,5 km de extensão, nas modalidades 20 km feminino, 20 km e 50 km masculino.
O regulamento estabelece que os juizes avisem aos atletas quando a sua forma de marchar pode determinar alguma falta, e para isso utilizam placas amarelas como símbolo de uma possível infração. Quando um atleta comete infração é anotado no quadro de advertências um cartão vermelho, se três juizes diferentes mostrarem os cartões vermelhos a um atleta, o juiz chefe desqualificará o mesmo.
(Texto adaptado de:

http://www.campobase.com.br/home/conteudo/noticias/index/id/7568

http://www.artigosbrasil.com.br/178072/esporte-marcha-atletica-esporte-marcha-atletica.html

http://jornal.valeparaibano.com.br/2004/10/21/espreg/marxa1.html)

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Consumo de água ajuda no controle da pressão sanguínea

O líquido evita a queda de pressão, deixa o corpo alerta e ajuda a emagrecer

Um estudo feito pela Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, mostrou que a água sem nenhum aditivo pode ter um papel importante no controle da pressão sanguínea, além de ajudar a perder peso e deixar o corpo mais alerta.

Os pesquisadores descobriram que a água pode aumentar a pressão do sangue, quando observaram a influencia do líquido em seus pacientes que tinham problemas no sistema que mantém a pressão normal.
Mesmo que a água não cause um aumento significativo na pressão de pessoas jovens, que não apresentam nenhum tipo de problemas no sistema cardiovascular, os cientistas perceberam que ela aumenta a atividade do sistema nervoso, que controla a atividade nos vasos sanguíneos, prevenindo o acúmulo de sangue nas extremidades do corpo.
(…)
Por aumentar a atividade no sistema nervoso, e assim elevar o nível de energia gasto, o hábito de beber água constantemente também promove a perda de peso. “Uma pessoa que beba três copos de água por dia pode perder três quilos em um ano, sem mudar em mais nada sua rotina. Isso não resolve o problema de excesso de peso, mas ajuda quem quer emagrecer e a entender como o sistema nervoso funciona”, afirma Robertson.

Outros benefícios da água
Além de ajudar a aumentar a pressão sanguínea, existem vários outros motivos para sempre sair de casa com uma garrafa de água muito bem abastecida. Confira abaixo outros 7 benefícios que ela traz para nosso corpo.

1. Controla o cansaço e permite que você treine com mais disposição;
2. Age regulação da temperatura do seu corpo;
3. Favorece a circulação sanguínea e, portanto, a eliminação de toxinas;
4. Diminui a incidência de cãibras;
5. Leva o glicogênio (fonte de energia armazenada nos músculos e solicitada durante a prática esportiva) até as células;
6. Permite o aproveitamento de muitas vitaminas, as hidrossolúveis
7. Não tem nenhuma caloria
(Fonte: http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/11568-Consumo-de-agua-ajuda-no-controle-da-pressao-sanguinea.htm).
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Presidente da CBAt lança Associação dos Atletas Olímpicos

Uma entidade para reunir aqueles que já defenderam o Brasil em torneios de Atletismo dos Jogos Olímpicos. Com essa meta, o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Roberto Gesta de Melo, anunciou a formação da “Associação dos Atletas Olímpicos do Atletismo”.

A decisão foi anunciada por ocasião do primeiro ano da eleição do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada 2016. “A CBAt vai dar apoio à reunião dos atletas e na fundação da entidade”, explicou Gesta. “No entanto, os próprios atletas serão os responsáveis pela Associação, que deverá ter vida independente”, prosseguiu o presidente da CBAt.

Gesta disse que o objetivo “é resgatar aqueles que muito fizeram para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos, principalmente os que atuaram no passado, sem qualquer tipo de apoio. Eles nos ajudarão a mostrar a história do Atletismo e do Olimpismo no Brasil”.

A CBAt foi a primeira Confederação nacional a resgatar aqueles que fizeram e fazem a história do Atletismo. “Criamos o Programa Caixa Heróis Olímpicos, com os que ganharam medalhas para o Brasil. Um deles, Nelson Prudêncio, é o nosso vice-presidente”, lembrou Gesta. “Nomes importantes de outros esportes já reconheceram isso – como Lars Grael, Aurélio Miguel, Patrícia Amorim, Magic Paula e outros”, completou.

O Atletismo brasileiro conta em sua história com 214 atletas, que defenderam o Brasil desde os Jogos Olímpicos de Paris 1924 até Pequim 2008. Destes, 53 foram finalistas e o primeiro deles foi Lúcio de Castro, 6º no salto com vara em Los Angeles 1932.

Em 1933, Lucio de Castro ganhou o Troféu Helms, como destaque masculino do Atletismo das Américas. Continuou no como veterano e tinha opinião clara a respeito: “Chamam de Terceira Idade, eu prefiro Idade de Ouro, é como me sinto”, disse, em entrevista à Gazeta Esportiva, no início dos anos 90. Morreu em 2004 aos 93 anos.
(Fonte: http://www.cbat.org.br/noticias/noticia.asp?news=4224)

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Bebidas Esportivas: um método ineficaz de repor o sódio

Bebidas esportivas são incapazes de manter os níveis de sódio do corpo durante exercícios, apesar do que os fabricantes e anunciantes dizem. A indústria das bebidas esportivas tem criado a percepção de que esses eletrólitos ajudarão a evitar uma diminuição do sódio [...]. Isso é incorreto por duas razões. Primeiro, porque o inicio do suor não causa uma queda de sódio – causa um aumento. E segundo, as bebidas esportivas contêm sódio insuficiente para contrair os efeitos do ato de suar na concentração de eletrólito do sangue, e na verdade fazem o nível de sódio cair mais ainda.

Por quê? Porque uma bebida esportiva contém aproximadamente 18mM de sódio, ou somente 0,4 gramas de sódio por litro. Isso significa que se você bebesse 1 litro de Gatorade durante o exercício, você reporia 1 litro cheio de fluido, mas só 0,4 gramas de sódio. Lembre-se de que o sangue normalmente possui 1,4 gramas de sódio por litro, o que significa que até uma bebida esportiva repõe mais água do que sal e só vai abaixar a concentração de sódio.

Se você, por exemplo, bebesse 3 litros de Gatorade, o seu nível de sódio no sangue cairia aproximadamente 5mM, para 135 mM (supondo que algumas das hipóteses que nós fazemos ao realizar os cálculos necessários estejam precisos). Como esse exemplo hipotético ilustra, você não consegue elevar ou manter os seus níveis de sódio consumindo uma bebida esportiva. É impossível.

Tendo dito isso, temos que acrescentar que se a alternativa for água, então as bebidas esportivas ajudam a evitar que o nível de sódio caia tanto quanto deveria. Em outras palavras, se você vai beber tanto quanto puder, então, uma bebida esportiva causará um declínio menor de sódio do que a água. O ponto-chave é que as bebidas esportivas também provocam um declínio, mas menor do que o provocado pela água. O ato de beber continua sendo o que em última análise causa a redução. O impacto de uma bebida esportiva também é mínimo – aproximadamente 2mM ao longo de um evento de duas horas.

Considerando-se esta realidade, a Gatorade defende o consumo adicional de sal, por meio de biscoitos ou lanches salgados. Só que mais uma vez, esse conselho é fundamentalmente falho, porque a menos que você esteja bebendo demais, você não precisa de suplementos com sódio. É um caso de errar duas vezes para tentar consertar – e tem que ser dito – ganhar dinheiro. Você está em melhor situação não bebendo um excesso em primeiro lugar. Simplesmente dê ouvidos a sua sede (e fome), e obedeça ao que ela sugerir que você faça.
(Fonte: O Corpo do Corredor – Ross Tucker, Jonathan Dugas e Matt Fitzgerald – pg. 153).
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O Troféu Brasil/Caixa de Atletismo 2010

Depois de cinco dias, terminou neste domingo 19, na Pista Adhemar Ferreira da Silva, o Troféu Brasil. Foram cerca de 900 atletas de 104 clubes, mais 32 convidados, que disputaram 44 das 47 provas que compõe o programa olímpico. Um bom público preencheu os lugares da arquibancada do novo complexo esportivo da capital paulista, na etapa de encerramento.

Os principais atletas do País, em condições de competir, participaram do mais importante campeonato de clubes de atletismo da América Latina. Por equipes, a BM&FBovespa conquistou seu 9º título seguido, com 745 pontos. O vice-campeão foi o Pinheiros/Asics, com 274, e o 3º colocado, a Orcampi/Unimed, com 178.

Fabiana Murer, campeã mundial indoor e ganhadora da Diamond League, venceu novamente o salto com vara, ao saltar 4,70 m, marca 55 cm melhor que a da 2ª colocada Joana Costa (Estrela-Guarulhos), que saltou 4,15 m.
No salto em distância feminino, a ganhadora do bronze no Mundial Indoor Keila Costa (Orcampi/Unimed) conquistou seu segundo título nesta edição do Troféu Brasil, ao marcar 6,61 m (vento de 0.2). Foi o segundo título de Keila, que foi campeã também
do triplo.

CAMPEÕES DO DOMINGO
Quinze provas, todas finais, foram disputadas neste último dia do evento. Uma das atrações do Troféu Brasil foi a velocista Ana Claudia Silva (BM&FBovespa), que, depois de ganhar os 100 m, levou também o título dos 200 m, com 23.21 (1.0 m/s). Nos 200 m masculino, vitória de Jefferson Lucindo (Silveira Sampaio), com 20.75 (vento contra de 0.9) – ele venceu, ainda, os 100 m. Leandro Prates de Oliveira (Symap) foi o 1º colocado nos 5.000 m, com 14:12.73, depois de garantir, na sexta-feira, título dos 1.500 m. E nos 1.500 m feminino, Tatiele de Carvalho (Estrela/Guarulhos) foi a ganhadora com 4:27.08.
Nos 400 m com barreiras feminino, a ganhadora foi Fernanda Tavares, que competiu como convidada, com 58.55. Já nos 400 m com barreiras masculino, o campeão foi Mahau Suguimati (Orcampi/Unimed), com 50.26.
No triplo, Hilton da Silva (BM&FBovespa) venceu com 16,93 m (vento de 1.2). Nos 800 m, Kleberson Davide (Pinheiros/Asics) foi o campeão com 1:46.45. Éder Souza (Orcampi/Unimed) ganhou os 110 m com barreiras com 14.03 (0.1).

No 4×400 m masculino, a equipe ganhadora foi Pinheiiros/Asics, que marcou 3:08.75, com Luis Guilherme de Oliveira, Fabiano Peçanha, Fernando de Almeida e Kleberson Davide. Já no 4×400 m feminino a vitória foi da BM&FBovespa, que fez 3:37.72, com Bárbara de Oliveira, Perla Santos, Sheila Ferreira e Geisa Coutinho.

No lançamento do dardo, Luis Fernando da Silva (Pinheiros/Asics) venceu com 72,77 m.
Andréa Pereira Brito (BM&FBovespa) foi a 1ª colocada no arremesso do peso, com 15,65 m.

Outros Resultados:
No decatlo, Anderson garantiu o ouro com 7.765 pontos, mesmo ficando na 7ª posição da última prova da série, os 1.500 m, com 4:54.97. Porém, ele já havia garantido boa diferença em relação ao vice-líder Ivan Scolfaro, que, mesmo com o 2º lugar na prova, com 4:40.00, não conseguiu tirar a diferença e ficando com a medalha de prata. O ganhador da prova foi Sinval de Oliveira (Orcvampi/Unimed), com 4:38.62, que na classificação geral foi o 7º com 6.565 pontos. O bronze foi para Carlos Chinin, com 7.532 pontos.

Ronald Julião (BM&FBovespa), depois de ganhar o peso e chegar a 3 cm do recorde brasileiro, ele ganhou o lançamento do disco, sua prova principal. Marcando 60,62 m na 2ª tentativa e superou o recorde anterior da competição, que era 60,43 m e pertencia desde 1998 ao norte-americano Andrew Bloom Morris.
Já o pernambucano Jessé Farias de Lima (Pinheiros) venceu mais uma vez o salto em altura, com a marca de 2,20 m.

Resultados completos, classificação por equipes, galeria de fotos e noticiário estão disponíveis no hotsite

(Textos na íntegra e mais Fotos: www.cbat.org.br)

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Atletismo – UM POUCO DE HISTÓRIA – Parte III

O país do salto triplo

A CONSTRUÇÃO DA NOVA CAPITAL, BRASÍLIA, e o progresso imediato prometido pelo presidente Jucelino Kubitschek fizeram os brasileiros dos anos 50 acreditarem que realmente viviam no país do futuro. A trilha sonora perfeita da “revolução” era a bossa nova de João Gilberto, com seu banquinho e seu violão; e a musa, Marta Rocha, a miss Brasil que não ganhou o mundo por duas polegadas a mais.
No futebol, começava a ganhar fama um menino negro chamado Pelé, capaz de fazer o impossível com uma bola nos pés.

Nesse cenário de sonhos e esperança, o Brasil conheceu o seu primeiro grande herói esportivo e, até hoje, maior atleta olímpico que já teve: Adhemar Ferreira da Silva. Paulistano, filho de pai ferroviário e mãe lavadeira, ele teve o primeiro contato com o salto triplo aos 20 anos, em 1947. Gostou do que viu e resolveu experimentar. O primeiro salto, 12,90 m. Um assombro num tempo em que estreantes não superavam os 11 m. Seu potencial logo foi percebido pelo técnico alemão Dietrich Gerner, que o levou para São Paulo.

Treinando no clube do Canindé – o Morumbi só seria construído na década seguinte -, Adhemar conseguiu, em poucos meses, chegar aos 15 m e garantir a vaga na Olimpíada de Londres. A presença de 40 mil pessoas no Estádio de Wembley, porém, foi demais para o garoto que sonhava em conhecer o Rio de Janeiro.
“Nunca vira tanta torcida num estádio. Quando chegava a minha hora de saltar, eu ficava só olhando aquele mundo de gente e não conseguia fazer mais nada”, reconheceria anos mais tarde.

Foi a única vez que Adhemar se deixou intimidar pelo público. Dali para frente, o público que ficaria maravilhado com sua passada larga, sua simpatia e seus saltos intemináveis. Em 51, superou em 1 cm o recorde mundial de 16 m. No ano seguinte, conquistou seu primeiro ouro olímpico, em Helsinque. Quatro anos mais tarde, nova medalha dourada, em Melbourne, e a glória de ser, até hoje, o único brasileiro com dois títulos em Olimpíadas. O tri só não veio em Roma 60 devido à turbeculose, que começava a se manifestar no atleta de 31 anos.

Nem precisava mais. Para o mundo, o Brasil passava a ser, definitivamente, uma escola de triplistas, tese equivocada sob o ponto de vista científico, mas totalmente respaldada pelos feitos do país na prova nos anos seguintes. Nelson Prudêncio foi prata na cidade do México 68, e bronze em Munique72. João do Pulo foi recordista mundial, bronze em Montreal 76 e Moscou 80, e só não foi mais longe devido um acidente que lhe tirou uma das pernas.(…).
(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 06. - 10 de agosto de 2004).

Salto Triplo

O triplista corre pela pista e dá o primeiro impulso antes da linha de plastinina (demarca o limite da pista. Se o atleta pisar além dela, o salto é considerado queimado. Antes da faixa há uma borda de decolagem com 20 cm de comprimento).

Jump: o atleta pula com um pé à frente, tentando ganhar o máximo de distância possível antes de cair na caixa de areia.
Step: assim que inicia o movimento, o atleta estica as pernas o mais rápido possível.
Hop: os braços são utilizados para manter o equilíbrio do corpo, enquanto a perna de trás vem para frente, para dar o segundo impulso.

Medida da Pista
O salto é medido a partir da linha limite da pista até o primeiro ponto em que o triplista encosta seu corpo na caixa de areia.
Largura da Pista: 1,22 m
Pista: 40 m
Área entre a linha de salto e a caixa de aterrissagem 11 m (mulheres) e 13 m (homens).
Caixa de aterrissagem: 10 m
(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 07. - 10 de agosto de 2004).

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Atletismo – UM POUCO DE HISTÓRIA – Parte II

Feidípides deixou a Maratona como Legado

Ao Cumprir uma Missão Vital para tal unidade do mundo grego: comunicar aos atenienses que o exército local conseguira derrotar os persas, que tentavam pela primeira vez invadir a maior cidade-estado da Grécia em 490 a. C.. Ao final do exaustivo trajeto de 40 quilômetros, o mensageiro teve força apenas para dizer “Vencemos”, antes de cair morto em meio à festa da população pela manutenção da independência helênica. Como tudo que se refere à Grécia antiga, a jornada de Feidípides virou lenda e, consequentemente, motivo de curiosidade e admiração no mundo ocidental. O educador francês Michel Bréal ficou particularmente encantado pela história e sugeriu que uma prova reconstituindo o périplo do mensageiro fizesse parte dos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em 1896, em Atenas.

A sugestão foi aceita pelo Barão de Coubertin, e assim a maratona virou sinônimo de superação dos atletas olímpicos. Na edição 2004 dos Jogos, além do desafio aos limites, a corrida terá o charme de reproduzir a rota de Feidípides e da prova de 1896 – com a largada marcada para o Estádio de Maratona e a chegada no Panathinaiko.
(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 03. - 10 de agosto de 2004).

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Atletismo – UM POUCO DE HISTÓRIA – Parte I

Trajetória e aura do atletismo e dos Jogos se confundem ao longo da história do esporte.

CORRER, PULAR E ARREMESSAR. NENHUMA MODALIDADE resume tão bem a essência dos Jogos Olímpicos quanto o atletismo. Filho da evolução natural do homem, o esporte ganhou projeção na Antiguidade, graças ao festival esportivo sediado em Olímpia, que parava o mundo grego a cada quatro anos.

É da Grécia Antiga que vem o primeiro herói olímpico que se tem notícia. Favorecido pelo registro dos resultados dos Jogos ter começado em 776 a.C., o cozinheiro Coroebus de Elida, vencedor da corrida de estádio, é o primeiro campeão das Olimpíadas reconhecido oficialmente.

A relação íntima entre o atletismo e a civilização helênica era tamanha que, ao tornar a Grécia, o imperador romano Constantino suspendeu não só a Olimpíada, mas também as competições atléticas. Seus fundamentos, então, passaram séculos servindo apenas de base para treinamento militar, até as universidades inglesas de Cambridge e Oxford redescobrirem como disputa esportiva.

A redenção completa do atletismo só veio em 1896, quando Atenas recebeu a primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos. A modalidade serviu de termômetro para o crescimento da Olimpíada e de porta de entrada para os excluídos.

Foi nas pistas que as mulheres começaram a vencer as barreiras impostas à sua participação. Foi lá também, que os negros construíram a hegemonia nas provas de velocidade, meio-fundo, fundo, resistência e salto, que dura até hoje, e manifestaram sua revolta com o preconceito racial nos conturbados anos 60.

Contrariados desde o início com a transformação dos Jogos em um evento multiracial, os dirigentes do Comitê Olímpico Internacional chegaram a banir da edição de 68, no México, os negros americanos Tommy Smith e John Carlos. A dupla aproveitou a dobradinha nos 100m rasos para protestar por melhores condições para os negros de seu país.

A criação de heróis e vilões também é uma marca da fase moderna do atletismo – e dos Jogos. No primeiro grupo, nomes consagrados como os norte-americanos Jim Thorpe e Carl Lewis, o finlandês Paavo Nurmi, o tcheco Emil Zatopék e, uma versão tupiniquim, Adhemar Ferreira da Silva. No segundo, Bem Johnson, protagonista do maior escândalo de doping da história olímpica, ao vencer os 100m rasos de Seul 88 sob efeito de esteróides anabolizantes.

Nos últimos anos, as pistas também viraram palco de uma nova batalha entre as fabricantes de materiais esportivos. A indústria que movimenta US$ 15 bilhões por ano vai utilizar a modalidade como campo de prova para roupas e tênis, que, a julgar pela propaganda, poderiam ter transformado o cozinheiro Coroebus em um deus grego.

(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 02. - 10 de agosto de 2004).

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Atletismo ganha mais duas medalhas para o Brasil em Cingapura

Terminou na segunda-feira, 23 de agosto, o torneio de atletismo da 1ª edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, realizados em Cingapura. Na rodada de encerramento, o atletismo deu mais duas medalhas para o Brasil: ouro com Caio Cézar Fernandes dos Santos no revezamento medley (ele já havia conquistado o ouro no salto em distância) e prata com Thiago Braz da Silva, no salto com vara.
(…)
Para chegar ao pódio o brasileiro saltou 4,55 m – 4,70 m – 4,85 m – 4,95 m – 5,05 m. O ouro foi para o espanhol porque ele fez todas as marcas até 4,95 m na primeira tentativa, enquanto que Thiago passou 4,70 m no segundo salto. O grego Theodoros Chysanthopoulos ganhou bronze com 4,95 m.

Caio Cézar (ouro no salto em distância com 7,69 m) abriu a disputa do revezamento medley, última prova do programa de atletismo para a equipe das Américas. Ele correu 100 m e a equipe foi completada por Odane Skeen (Jamaica, 200 m), Najee Glass (Estados Unidos, 300 m) e Lugulin Santos (República Dominicana, 400 m). Eles marcaram 1:51.38 e deixaram na 2ª posição a equipe da Europa, que fez 1:52.11.

Outros três brasileiros disputaram as finais no último dia do evento. No triplo, Paulo Sérgio dos Santos Oliveira ficou em 5º lugar com 15,63 m (recorde pessoal). O ganhador do ouro foi o cubano Radame Sanchez, com 16,37 m.

Nos 2.000 m com obstáculos, July Ferreira ficou também em 5º, com 6:56.00 (recorde pessoal). A campeã foi a queniana Virginia Nyangura, com 6:29.97. Nos 400 m com barreiras, Natânia Habzreiter foi a 8ª, com 1:02.44, e o ouro foi para a francesa Aurelie Chaboudez, que fez 58.41.
(…)
Na opinião do treinador-chefe José Haroldo Loureiro Gomes “Arataca”, “os resultados foram bons, porque os atletas tiveram os meios de preparação adequados. O Élson (técnico de Thiago) e o Nélio Moura (treinador de Caio, junto com Tânia Moura) planejaram os treinamentos e a CBAt deu os meios: materiais, passagens para o exterior, hospedagem, ajuda de custo, campings em Fortaleza, Madri e Fórmia”.

O presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo, fez a premiação do salto com vara, junto com o recordista mundial da prova, o ucraniano Sergei Bubka. Gesta lembrou que o atletismo manteve sua tradição: “Nove dos nossos 15 atletas foram à fase final em suas provas, ou seja, 60 % dos participantes chegaram entre os melhores do mundo. Foram ganhas três medalhas, foram disputadas 10 finais e foram estabelecidos sete recordes pessoais”, explicou o dirigente.

Nélio Moura, treinador de Caio Cézar e da campeã olímpica Maurren Maggi completa: “Os bons resultados do Brasil em Cingapura e em outras grandes competições mostram que, além da dedicação do atleta e do conhecimento do técnico, é preciso apoio, como o oferecido pela CBAt, com o Programa de Jovens Talentos”, afirmou.
(Fonte: www.cbat.org.br/noticias/noticia.asp?news=4151)

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Jogos da Juventude!!!

Acontece até o dia 26 de agosto na cidade de Cingapura, a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude de verão!

Cerca de 3.600 atletas, com idade entre 14 e 18 anos, de 205 comitês olímpicos nacionais, participarão de provas de 26 modalidades esportivas e programas educacionais com um objetivo comum: construir, com o esporte, um legado cultural e educacional para jovens de todo o mundo.
A organização espera que Cingapura 2010 atraia 800 profissionais de imprensa e 500 mil espectadores. Trabalharão nos Jogos 20 mil voluntários de diversos países, incorporando nos Jogos Olímpicos da Juventude os ideais e princípios de paz e integração entre os povos dos Jogos Olímpicos. Assim como nas Olimpíadas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou a proposta do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura 2010 que fez a Chama Olímpica viajar o mundo.

O trajeto começou na Grécia e passou por uma cidade em cada continente (África, Américas, Ásia, Europa e Oceania) antes de chegar a Cingapura. Cada uma das cidades ofereceu as boas-vindas à Chama Olímpica com uma celebração voltada para a juventude e o poder dos Valores Olímpicos de transformar o mundo. Atletas e jovens de cada continente serão convidados a testemunhar o momento em que a pira será acesa e a se juntar à comemoração.
(Fonte: http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=908).

A próxima edição de verão dos jogos deverá ocorrer em 2014 na China.

->> Confira algumas das primeiras imagens dos JOGOS

–>> Acompanhe os Jogos da Juventude

—>>Site Oficialmascotes jogos 1

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